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PRAÇA DOS PRETOS VELHOS

PRAÇA DOS PRETOS VELHOS

CONHEÇA A PRAÇA DOS PRETOS VELHOS EM INHOAÍBA

E PORQUE DA LUTA DE PAI LUIZ:

 

 

História da praça:

         A partir de um pedido dos moradores do bairro para imortalizar a figura de Tio Quincas, o escultor Miguel Pastor resolveu cumprir uma promessa feita em 1957 no terreiro de mãe Apolinário em Porto Alegre. Com a colaboração da engenheira Dra. Elza Pinho Osborne em menos de um mês a obra estava pronta, contudo restava o toque final um ponto a ser gravado no calçadão de pedras portuguesas. O ponto do rei congo causou espanto nos operários que chamaram Miguel Pastor de feiticeiro.

         Em 13 de maio de 1958 foi inaugurado o monumento para comemorar os 70 anos de abolição e homenagear o morador mais antigo do bairro, Joaquim Manuel da Silva (Tio Quincas) estando presente Miguel Pastor, o então prefeito Negrão de Lima e o próprio Tio Quincas. A praça mais tarde ficou conhecida com praça dos pretos velhos, não se limitando somente ao cunho cívico, mas também religioso. Em 1959 Miguel pastor lançou um manifesto que era a preparação para a tomada da praça pelos umbandistas. Em 60 o escultor convidou mais de 30 terreiros, porém só apareceu um, pois o ambiente era de perseguição a tendas espíritas, mesmo assim o monumento foi consagrado perante duas mil pessoas.

         A primeira estátua de bronze foi roubada, o que gerou um abaixo assinado para que se colocasse outra no local, mais não permanentemente a atual fica guardada na subprefeitura de Campo Grande.

aí vem fotos da Festa na Praça:

 

 

Tia Maria:

         Segundo mãe Rose (que cuidou por muito tempo da praça) Maria Quirina foi uma escrava cortadeira de cana que foi trazida para cá para ser ama de leite da criança que carrega ao colo. Inclusive esta criança que Tia Maria carrega nos braços não é negra como está na escultura, ela é branca e loira.

 

 

Tio Quincas:

        Joaquim Manuel da Silva que viveu até 109 anos, era filho de ex-escravos. Ele viu o bairro nascer e desenvolver-se aos poucos, desde o laranjal até o início da urbanização. Todos que conviveram com ele diziam que ele era uma pessoa muito festeira, gostava muito de carnaval e mulheres, tanto que os carnavais do bairro era ele quem organizava com seu próprio dinheiro. Ele era um grande folião, sempre perdia os sapatos nos carnavais e dizia a quem o importunasse; “este sapato não é meu” – e depois acabava reconhecendo que o calçado eraseu. Somente com sua esposa ele teve 17 filhos, no dia de seu enterro apareceram mais filhos que estrela no céu. Tio Quincas era muito querido por todos, normalmente às crianças passavam por ele e tomavam a benção. Ao contrário do que se pensa Tio Quincas não era adepto ao culto afro-brasileiro, para ele era tudo macumbaria e feitiçaria, sendo até contrário a homenagem.